Educadores e estudantes vão às ruas exigir respeito à educação

Data de Publicação: 24 de março de 2011 às 21:02
Com liminar, sem liminar, a greve vai continuar” ou “Educador na rua, a greve continua”. Essas frases formaram o coro que impulsionou milhares de trabalhadores da educação para mais uma vez, no final da tarde desta quinta-feira (24), irem às ruas, em caminhada até o Palácio dos Leões, para exigir que o governo do Estado respeite a educação e aprove imediatamente o Estatuto do Educador, assim como as demais reivindicações da categoria, que motivaram a greve, iniciada no dia primeiro de março.


Em mais uma manifestação, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública –SINPROESEMMA, os educadores mostraram que continuam fortes no movimento e ganharam adesões importantes como o apoio dos estudantes. Na marcha, eles ocuparam espaço de destaque, engrossando o coro dos educadores por educação com qualidade e negaram que estejam contra a luta dos trabalhadores, como foi afirmado em nota publicada nesta sexta-feira no jornais “ O Estado do Maranhão”, “O Imparcial” e “Jornal Pequeno”.


“Estamos apoiando, sim, o movimento dos educadores, porque a gente entende que é uma luta justa. O professor valorizado reflete positivamente na nossa educação”, enfatizou o estudante Maxsuel Silva, que compõe a representação maranhense na União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES. Da mesma opinião comungam outros líderes de entidades que representam os estudantes maranhenses, como a estudante Dayse Lisboa, presidente do Movimento Estudantil Independente.


“O que o governo coloca no jornal é uma inverdade. Estamos aqui, sim, apoiando a luta dos professores e fazemos um apelo: Governadora, atenda à reivindicação dos educadores, pois quando o professor é valorizado a nossa educação também melhora”, disse a representante da Central Estudantil de São Luís, Clarissa Almeida, indignada com a nota veiculada no jornal, a qual, segundo o estudante Maxsuel Silva, é assinada por entidades vinculadas ao governo, ligadas à Secretaria Estadual da Juventude, que tem como titular o deputado Roberto Costa. “Estudante não tem dinheiro para publicar nota em jornal”, destaca Maxsuel.


“É inadmissível que o governo permita uma paralisação de 24 dias e não chame a categoria para negociar uma saída. Ao invés disso, se ocupa em publicar notas mentirosas, como a questão do calendário escolar, que não foi planejado junto com os professores e força os trabalhadores - que já ganham mal - a dar aulas nos finais de semana”, enfatiza o membro do Conselho Estadual da Juventude, Ulisses Fernando, que também dá um recado à governadora: “É hora de descer do salto e sentar com os educadores para negociar”.


O representante do Sindicato dos Metalúrgicos, Joel Nascimento, também ajudou a fortalecer o ato dos educadores e manifestou repúdio à postura do judiciário maranhense, que quando trata de decidir contra os trabalhadores, age com rapidez. Ele defende que o governo, ao invés de tentar calar os educadores por meio da justiça, deveria estar mais preocupado em melhorar a estrutura das escolas, como propaga em campanha. “No Cegel, constatei que a estrutura da escola está sucateada”, frisa o sindicalista.


O diretor de Comunicação do SINPROESEMMA, Júlio Guterres, disse que está na hora de cobrar a presença da governadora Roseana Sarney nas mesas de negociação, para exigir o compromisso dela com a educação: “Queremos sentar com quem realmente tem o poder de decisão”. Segundo ele, na última reunião, receberam como resposta do chefe da Casa Civil, Luís Fernando, um balanço de que a greve é mais barato para o governo que atender as reivindicações da categoria.

O presidente do SINPROESEMMA, Júlio Pinheiro, agradeceu o apoio que recebeu de todos na manifestação: dos estudantes, dos pais de alunos, funcionários de escolas, concursados e excedentes e dos demais sindicalistas presentes no ato. “É uma demonstração de força”, disse Pinheiro. ´”E com essa força e com essa disposição que vamos conquistar direitos tão importantes para os trabalhadores, que historicamente sempre nos foram negados”, concluiu.


Júlio Pinheiro conclamou a todos que demonstrassem essa mesma força no próximo ato da greve, que será realizado na Assembléia Legislativa do Estado, na próxima terça-feira, dia 29, às 9h, onde os educadores vão solicitar o apoio de todos os parlamentares à causa dos profissionais de educação.
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