Trabalhadores em Educação iniciam paralisação de 144 horas

Publicado em 1 de setembro de 2010 por LEOCANDIDA
O SINPROESEMMA reuniu na manhã desta quarta-feira, (1º), trabalhadores em educação de vários pontos do estado para dar início à paralisação de 144 horas deflagrada na última segunda-feira, durante assembléia realizada na Fetiema – em São Luís.

Nesta primeira ação, executada em frente à igreja católica de São Francisco, no bairro do mesmo nome, ficou clara a disposição dos participantes em dar continuidade ao movimento que objetiva respeito ao ensino público de qualidade por meio da revisão e posterior aprovação na Assembléia Legislativa, do Estatuto do Educador em substituição ao Estatuto do Magistério que já conta com 16 anos de existência – e que ainda assim, nunca foi cumprido a risca.

Palavras de Ordem

Durante três horas, os educadores presentes, gritaram palavras de ordem contra o atual governo e discursaram chamando a atenção da sociedade de modo geral e, em especial aos alunos e pais para o desrespeito com a educação no Maranhão. Também no local, os professores deram-se as mãos fortalecendo o ato em defesa de melhor qualidade na educação.

Na abertura, a diretora geral do SINPROESEMMA, Janice Nery, chamou a atenção dos presentes para as ações da entidade realizadas nas últimas semanas no interior do estado, que culminou com a decisão de paralisar as atividades durante uma semana. ”Nós percorremos todo o Maranhão para mostrar à sociedade que não aceitamos a forma como o governo vem tratando a educação”, disse ela, esclarecendo que a motivação maior para a iniciativa do SINPROESEMMA é a implantação urgente do Estatuto e a defesa do piso salarial nacional.

“Nós estamos preocupados em atender a categoria, implantando a lei que regerá o nosso trabalho, e não em desgastar a imagem da governadora Roseana”, destacou em discurso, a Secretária Geral do SINPROESEMMA, referindo-se à tentativa de desmobilização da categoria pelo grupo de oposição – Movimento de Resistência dos Professores (MRP).

Ainda segundo Janice, esta é uma prova de que o referido grupo está fazendo o jogo do governo. “Se A ou B vier a se desgastar, é por conta da falta de iniciativa para resolver os problemas que afligem os trabalhadores, e não o contrário”, declarou.

Apoio dos estudantes

Para Henrique Carneiro, estudante e dirigente da União Nacional dos Estudantes (UNE) no Maranhão, é importante a participação de todos no processo. “Eu acompanho a mobilização dos professores porque denuncio a falta de estrutura das escolas no estado. Estamos apoiando o sindicato nesta paralisação, para denunciar o descaso com que é tratado o ensino público no estado do Maranhão”.

Na opinião do presidente Júlio Pinheiro, há uma orientação por parte do governo para que os educadores não participem do movimento, que para a direção do SINPROESEMMA, é um processo justo e democrático.

“O governo mais uma vez joga no lixo as propostas dos professores. Isso prova que o governo não quer professor valorizado, não quer educação de qualidade, não há vontade política de aprovar o Estatuto do Educador”, ressaltou Pinheiro – lembrando que o argumento do governo é que a Lei de Responsabilidade Fiscal engessa a aprovação do Estatuto nos pontos que envolvem promoção e progressão.

Pinheiro fala ainda dos indicadores educacionais no país. E que no Maranhão, segundo dados divulgados recentemente -, estão as piores escolas estaduais do Brasil.

“É preciso pensar numa outra forma de aplicar ensino público neste estado”, falou ele. O presidente reforçou o período de mobilização e disse, que a paralisação terá continuidade até a próxima semana, seguindo com: panfletagem nesta quinta-feira (02/08), na Praça Deodoro, a partir das 08 horas. Já na próxima sexta-feira (03), haverá concentração na Praça Deodoro, seguida de uma grande marcha em direção ao Palácio dos Leões.

Caráter positivo

Presente a todos as atividades do SINPROESEMMA, a professora do município de Rosário – Rosa Maria, disse que o movimento tem caráter positivo, uma vez que busca beneficiar a categoria. “Precisamos nos unir e lutar pelos nossos direitos”, disse, alegando negligência dos governantes no aspecto ensino público. ‘Todos nós profissionais temos que entender que, quando estamos ganhamos mal, nossa família também vai mal. Se tratassem bem os educadores, a sociedade estaria melhor”, disse categórica, acrescentando que a educação é a base de tudo na sociedade.
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